(LEITURA DE ARTIGO T. KOWZAN)
FONTE:
KOWZAN, Tadeusz. Os signos do teatro: introdução à semiologia da arte do espetáculo. In: GUINSBURG, J.; NETTO, J. T.; CARDOSO, R. C. (orgs.). Semiologia do Teatro. São Paulo: Perspectiva; Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado, 1978. (Coleção Debates, v. 138).
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RESUMO:
Apesar (e por causa) da extrema riqueza, variedade e densidade dos signos envolvidos na arte do espetáculo, tal domínio tem sido evitado pela Semiologia. Contudo, poderíamos abordar tal complexidade classificando provisoriamente os signos do teatro (todos eles artificiais, não naturais) em 13 sistemas: palavra, tom, mímica facial, gesto, movimento cênico do ator, maquiagem, penteado, vestuário, acessório, cenário, iluminação, música e ruído; ademais, tais sistemas poderiam ser sintetizados reportando-os ao texto pronunciado, à expressão corporal, às aparências exteriores do ator, ao aspecto do lugar cênico e aos efeitos sonoros não articulados, perfazendo cinco grandes grupos que também podem ser referidos ao ator ou exteriores a ele, como auditivos ou visuais, em relações de tempo ou de espaço ou segundo os sujeitos da volição (autor, diretor, ator, cenógrafo, compositor, coreógrafo...). Isso seria útil no enfrentamento de problemas referentes à intercambialidade dos signos entre sistemas, à existência de signos equívocos, aos códigos de percepção e interpretação, à economia dos signos no espetáculo e ao signo teatral em geral (principalmente em relação aos seus componentes: o significado e o significante). Tal semiologia poderia conduzir-nos à elaboração de princípios metodológicos (tais como a determinação da unidade significativa do espetáculo), além de considerações teóricas a respeito dos signos numa acepção mais ampla: destarte, a semiologia da arte do espetáculo poderá vir a servir de pedra de toque da semiologia geral.
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Última atualização do texto: 08/08/2008, às 01:14:32
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