(LEITURA DE ARTIGO DE BELOT E PANICO)
FONTE:
BELOT, André; PANICO, Robert. Química geral. In: DELTA (ed.). Enciclopédia Delta-Larousse: volume XII. Trad. e adapt. Durval Curty. 2.ed.rev.aum. Rio de Janeiro: Delta, 1967. p 6166-203.
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RESUMO:
Fenômenos químicos são aqueles que, dentro de determinados limites de temperatura e pressão, envolvem transformações de espécies químicas, ou "substâncias puras", que reagem entre si provocando o surgimento de outras, num processo acompanhado, geralmente, por fenômenos físicos; dessarte, ocorrem quer dissociações analíticas das "combinações" (substâncias puras compostas, como a água) em seus "elementos" constituintes (ou "substâncias puras simples", como os gases hidrogênio e oxigênio), quer associações sintéticas destes, observando-se que os casos de transmutação dos elementos são quimicamente desprezíveis.
As transformações químicas são condicionadas por determianadas leis: a) "A massa total dos produtos é igual à dos reagentes" (LEI DA CONSERVAÇÃO DA MASSA, de Lavoisier - somente rigorosa se associada à Lei física da conservação da energia), b) "Se formam uma combinação definida, as massas dos elementos reagentes estão numa relação cosntante" (LEI DAS PROPORÇÕES DEFINIDAS, de Proust), c) "Se massas diferentes de um elemento reagem com uma massa fixa de outro elemento, aquelas manterão entre si uma relação de números inteiros simples" (LEI DAS PROPORÇÕES MÚLTIPLAS, de Dalton), d) "Se massas múltiplas ou submúltiplas de vários elementos reagem com uma massa fixa de outro elemento, reagirão também entre si" (LEI DOS NÚMEROS PROPORCIONAIS, de Richter), e) "Nas mesmas condições de temperatura e pressão, volumes gasosos que reagem mantêm uma relação simples e constante com aqueles formados na reação" (LEIS DAS COMBINAÇÕES EM VOLUME, de Gay-Lussac, aqui resumidas numa só).
Tudo isso pode ser interpretado à luz da HIPOTESE MOLECULAR, que admite ser a substância pura constituída de "moléculas semelhantes, sendo as dos elementos formadas de átomos" idênticos indivisíveis; assim, as transformações químicas resultam da cisão de moléculas e reagrupamento de átomos em novas moléculas, tendo-se em conta a constância da massa dos átomos para cada elemento. Ora, as partes das moléculas reagentes que se cindem são constituídas seja de um átomo único (H, no caso da água), seja de um grupo de átomos, ou radical (OH, para a água), ambos dotados de certo grau de "valência" (número de átomos de elementos "monovalentes" - como o hidrogênico - que eles possam fixar; alguns elementos podem ter mais de uma valência) e constituindo os grupamentos definidores das "funções" em que se repartem as combinações de acordo com suas propriedades; tais prupamentos são "íons" na teoria de Arrhenius e, como tais, explicam-se pela configuração dos elétrons periféricos dos átomos, relacionando-se a uma classificação periódica dos elementos; nas ligações atômicas e formações de íons, as valências envolvem ("eletrovalência") ou não ("covalência") transferência de elétrons periféricos, dos quais dependem as propriedades químicas dos elementos (os outros elétrons só se manifestam fisicamente, na emissão de radiações).
Duas substâncias postas em proximidade podem ou não reagir entre si; em caso afirmativo, podem fazê-lo ou espontaneamente ou mediante manmipulação de fatores físicos (contato, tempoeratura, pressão, concentração, choque, iluminação, eletricidade, radiações etc.), ou através de catalisadores; em tais casos:
a) os agentes provocam reações mais ou menos rápidas, cuja velocidade eleva-se rapidamente no início, decresce e, finalmente, anula-se (num meio homogêneo, admite-se que as velocidades são condicionadas apenas pela frequência dos choques entre as moléculas);
b) podem ocorrer reações "reversíveis", ou "de equilíbrio", quando a formação das substâncias à custa daquelas que já se formaram ("reação inversa") processa-se com uma velocidade apreciável nas mesmas condições em que se produziu a reação direta, limitando esta até a igualdade de ambas as velocidades;
c) as reações são acompanhadas de absorção ("endotérmicas") ou liberação ("exotérmicas") de enmergia (mais frequentemente calorífica), supondo-se que o sistema formado pelos reagentes recebe uma determinada quantidade de energia ou têm-na em reserva, como "energia interna", comparável à energia potencial.
Na formação das combinações há uma força seletiva de atração, ou "afinidade", que decide se as substâncias combinar-se-ão por simples contato, por manipulação de fatores físicos etc.
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COMENTÁRIO:
Abstraiu-se, aqui, de todo o aparato de fórmulas, cálculos e experiências de que é rico o volume de Química da Enciclopédia. Isso porque acreditamos que não é necessário, para estudar e compreender uma ciência, um estudo quantititavo e experimental intenso. Claro que isso depende dos objetivos da pesquisa, e fica aqui uma questão para o ensino secundário: é preciso realmente que os alunos tomem conhecimento, ANTES DE OPTAREM POR UMA CARREIRA EM CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS, dos complexos processos pelos quais a Ciência chega a seus resultados? Acreditamos que não, e por isso colocamos no resumo acima apenas a estrutura e os resultados da ciência química até a data da publicação do artigo comentado.

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Última atualização do texto: 08/08/2008, às 01:14:29
Isabelle (isabelxx73@hotmail.com) escreveu, no dia 16/03/2010, às 01:54:54: