(LEITURA DE ARTIGO DE ROBERT CONRAD)
FONTE:
CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil: 1850-1888 [The Destruction of Brazilian Slavery: 1850-1888]. Trad. Fernando de Castro Ferro. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. 394 p. (Coleção Retratos do Brasil, 90). Apêndices: "Uma nota sobre estatísticas" e "A Lei Rio Branco", "A Lei Saraiva-Cotegipe". Bibliografia.
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RESUMO:
A emergência de um forte movimento abolicionista foi retardada pela grande importância da escravidão na sociedade brasileira, mesmo após a supressão das fontes de escravos (leis de extinção do tráfico, de 1852, e do Ventre Livre, de 1871) imposta, aliás, por forças externas. Na verdade, as fontes tradicionais de escravos foram substituídas pelo tráfico entre as províncias. Com efeito, as regiões decadentes do norte e nordeste do país, em transição para o trabalho livre, libertavam seus escravos ou os vendiam para as províncias produtoras de café. Estas, por sua vez, resistiram ao abolicionnismo até a segunda metade do século, quando as resistências dos negros, o declínio do tráfico interprovincial e as pressões dos abolicionistas as forçaram a uma transição brusca para o trabalho livre e mesmo a uma tomada de posição pró-abolicionista. Suplementarmente, nega-se aqui a tese de que os plantadores de café do norte e oeste de São Paulo estivessem na vanguarda do abolicionismo.
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Última atualização do texto: 08/08/2008, às 01:14:21
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