PERÍODOS, FASES E PENSADORES DA ERA FILOSÓFICA ESCOLÁSTICA
(ADAPTADO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA DE NICOLAS ABBAGNANO*)
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ERA ESCOLÁSTICA:
(c. 800 – c. 1350)
(Busca da relação entre fé e razão)
- PERÍODO PRÉ-ESCOLÁSTICO (c. 800 – c. 900): Época do renascimento carolíngio; período de transição com características semelhantes às da decadência da patrística
- Alcuíno
- Fredegiso
- Rabano Mauro
- Servato Lupo
- Pascasio Radoberto
- Ratramno
- Hinchmar
- Godescalco
- Enrique de Auxerre
- Remígio de Auxerre
- Scoto Erígena
PERÍODO ALTO-ESCOLÁSTICO (C. 900 – C. 1200): Harmonia intrínseca, substancial, entre fé e razão, com coincidência de seus resultados.
FASE DE DISCUSSÃO SOBRE A DIALÉTICA: controvérsias acerca da consideração, ou não, da razão como defensora da fé.
- Fulberto
- Berengário de Tours
- Lanfranco de Pavia
- Pedro Damião
- Santo Anselmo de Aosta
- Gaunilon
FASE DE DISCUSSÃO SOBRE OS UNIVERSAIS: a partir do domínio teológico, a investigação escolástica passa a envolver também o gnoseológico.
- Roscelino
- Anselmo de Aosta
- Guilherme de Champeaux
- O “De Generibus et Specibus”
- Pedro Abelardo
FASE NATURALISTA DA ESCOLA DE CHARTRES: a investigação escolástica estende-se ao domínio da natureza.
- Constantino Africano
- Adelardo de Bath
- Bernardo de Chartres
- Bernardo de Tours
- Teodorico de Chartres
- Guilherme de Conches
- Gilberto de la Porée
- João de Salisbury
- Alan de Lille
- Amalrico de Bena
- David de Dinant
- Joaquin de Fiori
FASE MÍSTICA: procura de uma via direta de acesso a Deus.
- Bernardo de Claraval
- Guilherme de Saint Thierry
- Isaac de Stella
- Hugo de São Vitor
- Ricardo de São Vitor
FASE DE SISTEMATIZAÇÃO DA TEOLOGIA: surgimento das “sumas” teológicas, sucessoras das “sententiae”.
- Roberto Pulleyn
- Roberto de Melun
- Simon de Tournay
- Pedro Lombardo
FASE DE INFLUÊNCIAS NÃO-CRISTÃS: filósofos muçulmanos e hebreus, os primeiros diferindo dos últimos pela tendência a acreditar que o “princípio da necessidade” domina os mundos divino e humano, tidos como eternos.
- Al-Kindi
- Alfarabi
- Avicena
- Algazel
- Avempace
- Abentofail
- Averroes
- A “Cabala”
- Isaac Israeli
- Saadia
- Ibn Gabirol
- Ibn Paquda
- Ha-Levi
- Ibn Daud
- Maimônides
- PERÍODO DO FLORESCIMENTO DA ESCOLÁSTICA (c. 1200 – c. 1300): Harmonia parcial entre fé e razão, com possibilidade de chegarem a resultados divergentes.
FASE DA POLÊMICA ANTI-ARISTOTÉLICA: retorno ao agostinismo como reação contra os êxitos do aristotelismo, apesar das concessões quanto a detalhes.
- Guilherme de Auvernia
- Gundisalvo
- Guilherme de Auxerre
- Alexandre de Hales
- Roberto Grossetete
- Juan de la Rochelle
- Vicente de Beauvais
- São Boaventura
FASE DO “ARISTOTELISMO LATINO”: adaptação do aristotelismo à revelação cristã.
- Santo Alberto Magno
- São Tomás de Aquino
- Egídio de Lessines
- Siger de Brabante
- Boécio de Dácia
- Bernier de Nivelles
FASE LÓGICA: nova orientação, gramatical, que continua e renova a Logica Nova (de Psello e Scholarius, com cunho nominalista), sucessora da Logica Vetus (de Boécio, com cunho realista).
- Pedro Hispano
- Raimundo Lúlio
FASE DA POLÊMICA EM TORNO DO TOMISMO: choque entre a síntese tomista e o agostinismo até então dominante.
- Roberto Kildwardby
- João Peckam
- Guilherme de la Mare
- Mateo de Acquasparta
- Rogério de Marston
- Ricardo de Middleton
- Guilherme de Ware
- Pedro João Olive
- Herveus Natalis
- João de Nápoles
- Egídio Romano
- Henrique de Gante
- Godofredo de Fontaines
FASE DA FILOSOFIA DA NATUREZA: a investigação experimental converte-se em um aspecto da investigação filosófica, não mais uma atividade excepcional de iniciados.
- Pedro Peregrino de Marincourt
- Roger Bacon
- Vitelo
- PERÍODO DE DISSOLUÇÃO DA ESCOLÁSTICA (c. 1300 – c. 1350): A relação entre razão e fé é admitida como passível de conduzir a resultados contraditórios, o que contribui para excluir-se a fé dos limites do conhecimento.
- Duns Scot
- Durant de Saint Pourçain
- Pedro Aureol
- Antonio Andrea
- Francisco de Mayrone
- Walter Burleigh
- Tomas Bradwardine
- Wicliff
- Juan Huss
- Jerônimo de Praga
- Pedro de Abano
- João de Jandun
- João de Baconthorp
- Guilherme de Ockan
- Marsílio de Pádua
- Adan Wodhan
- Roberto Holkot
- Gregório de Rímini
- Juan de Mirecourt
- Nicolás de Autrecourt
- Juan Buridan
- Nicolás de Oresmes
- Alberto de Saxônia
- Ricardo Swineshead
- Guilherme Heytesbury
- Rodolfo Strodo
- Ricardo Feribribus
- Pedro de Ailly
- Juan Gerson
- Marsílio de Inghen
- Henrique de Hainbuch
- Henrique Totting de Oyta
- Gabriel Biel
- Mestre Dietrich
- Mestre Eckart
- João Tauler
- Henrique Seuse
- A “Teologia Alemã”
- João de Ruysbroek
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* ABBAGNANO, Nicolas. Filosofia antigua. In: ______ . Historia de la Filosofia: tomo I: filosofia antigua, filosofia patrística, filosofia escolástica. Trad. Juan Estelrich. Barcelona: Montaner y Simon, 1955.
(adaptado por Waldísio Araújo, em 1993)
Última atualização do texto: 08/08/2008, às 01:14:10
CONTRIBUIÇÕES:
Pedro Hispano (e-mail anônimo) escreveu, no dia 12/07/2009, às 22:27:23:
Agradecería enormemente que incluyera a Joselino de Soissons en el problema de los universales.
Lo siento, no escribo portugues, Obrigado